Inibidores de sinal na prisão de Vale de Judeus já estão instalados e em fase de testes
Os inibidores de sinal na cadeia de Vale de Judeus, Alcoentre, já estão instalados e em fase de testes e a construção das duas torres de vigilância, que custou mais de 800 mil euros, começa em setembro.
À Lusa, a Direção-geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) adiantou que estão agora a ser feitos testes de afinação aos inibidores de sinal, "sendo que, por ora, é prematuro avançar com data precisa para a sua entrada em funcionamento".
O calendário para ter os inibidores a funcionar na prisão de Vale de Judeus, de onde fugiram cinco reclusos em setembro de 2024, tem sido alterado ao longo dos últimos meses, com atrasos associados a problemas para desalfandegar os equipamentos, ao mau tempo e depois à guerra no Médio Oriente, uma vez que um dos equipamentos necessários veio de Israel.
A instalação chegou a estar prevista para o final do ano de 2025, tendo o diretor-geral das prisões, Orlando Carvalho, dito logo no início de janeiro, à margem de uma visita às futuras instalações da Delegação Norte da DGRSP, no Porto, que os testes deveriam começar num prazo de 60 dias - até ao final de fevereiro.
Estes inibidores de sinal fazem parte de um projeto-piloto que surgiu na sequência da fuga de cinco presos da cadeia de Vale de Judeus, em setembro de 2024, e o objetivo é bloquear os sinais dos telemóveis e dos drones dentro da prisão.
Segundo a DGRSP "o equipamento opera de forma controlada, podendo ser ativado ou desativado conforme as necessidades, a partir do próprio estabelecimento ou do centro nacional".
Já em relação às torres de vigilância, o contrato foi adjudicado por cerca de 827 mil euros e foram necessários três concursos, já que os dois primeiros ficaram desertos - o valor do primeiro concurso era de cerca de 418 mil euros e o segundo era de 495 mil euros.
Em relação ao primeiro concurso, lançado em outubro de 2025, o diretor-geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais admitiu, em entrevista à Lusa, que o valor era baixo.
"Com o preço base que tinha sido definido, não apareceram interessados em executar a obra" anunciada há mais de um ano pelo Ministério da Justiça e que, tal como os inibidores de sinal, faz parte do conjunto de medidas de reforço de segurança tomadas na sequência da fuga dos cinco presos.
A previsão da DGRSP é que "as obras de iniciem em setembro" e terminem dentro de oito meses, já em 2027.